PF INVESTIGA SE EMPRESA PERFUROU ALÉM DO PLANEJADO

Notícias por RSS Compartilhar no Facebook Postado por Brümmer Advocacia, em 18/11/2011, às 14:11, na categoria Diversos,Meio Ambiente

A Polícia Federal (PF) investiga se a petroleira Chevron perfurou além do que estava planejado na área de Frade, na bacia de Campos, onde um vazamento de petróleo ocorre há pelo menos oito dias. Com o apoio de um perito oceanógrafo, a PF investiga a possibilidade de erro na operação.

“Ao que tudo indica e até onde nós sabemos, durante a perfuração de um dos poços houve um avanço além do que estava planejado. Esse avanço na perfuração provocou uma rachadura no fundo do mar”, afirmou o delegado Fábio Scliar, chefe da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF.

A Polícia Federal quer saber se a fenda por onde está vazando o óleo foi provocada pela abertura do poço. Nos próximos dias, o delegado que investiga o caso vai ouvir a equipe responsável pela perfuração.

O Jornal Nacional sobrevoou a região do vazamento na tarde desta quinta-feira e constatou que a mancha está seguindo para o alto-mar.

Segundo a companhia, a mancha tem 8 km de extensão por 300 m de largura. Sem contornos regulares, a estimativa da empresa é de que ela tenha 1,8 km2.

As informações da Chevron são conflitantes com as estimativas de ambientalistas que analisaram imagens de satélites.

O óleo está escapando por uma fissura de cerca de 300 m de extensão, a 1.200 m de profundidade e a 130 m do poço de perfuração. A ANP calcula que o vazamento tenha sido equivalente a mil barris, no total.

Para o presidente da ONG americana SkyTuth, John Amos, o vazamento é mais grave: 3.700 barris por dia. A partir de uma imagem de satélite feita no último sábado, a ONG estima que naquele dia a mancha tivesse uma área de 2.379 km2, área equivalente a quase duas vezes o município do Rio de Janeiro.

A Chevron informou nesta quinta-feira que a operação de cimentação para vedar o poço continua em andamento. Segundo a companhia, o volume de óleo na superfície do oceano causado pelo vazamento caiu para “abaixo de 65 barris”. A estimativa anterior da empresa era de 400 a 650 barris – uma redução de até dez vezes.

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) disse que o primeiro estágio de cimentação para abandono do poço na plataforma da Chevron foi concluído “com sucesso”. Mas imagens submarinas “aparentemente” indicam a existência de fluxo residual de vazamento no local.

O Ibama divulgou nesta quinta-feira que vai autuar a companhia Chevron pelo vazamento. O Ibama informou ainda que a Chevron será autuada apenas quando o vazamento de óleo for estancado. Segundo o instituto, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, o valor da multa é proporcional ao dano ambiental causado, que será mensurado apenas no fim dos trabalhos.

Fonte: G1

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