SIMBIOSE: EMPRESÁRIOS DIZEM TER SIDO ORIENTADOS POR MARCOS SCHOENE A CONTRATAR O FILHO DELE

Notícias por RSS Compartilhar no Facebook Postado por Brümmer Advocacia, em 28/02/2012, às 15:02, na categoria Direito Penal,Diversos

As acusações de que Marcos Rodolfo Schoene oferecia os serviços da empresa Quasa Ambiental, representada pelo filho dele, Rodrigo, enquanto esteve na presidência da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Joinville (Fundema), entre 2009 e 2011, foram reforçadas por testemunhos segunda-feira.

No primeiro dos sete dias de audiências agendadas pela 2ª Vara Criminal de Joinville para a apuração de indícios de favorecimento na gestão anterior da Fundema, o empresário da construção civil Antônio Carlos Dias de Oliveira afirmou que chegou a ser procurado pelo engenheiro, no condomínio onde mora, em uma tarde de domingo.

Em depoimento gravado pelo juiz João Marcos Buch e acompanhado por “A Notícia”, o empresário declarou que Marcos deixou um cartão de visitas do filho dele afirmando que “o caminho era aquele” para resolver uma multa aplicada na construção de um empreendimento na rua Otto Boehm.

O prédio residencial de alto luxo da construtora Werk foi notificado em 2009 e está com a obra embargada desde então.

As advogadas que prestavam consultoria ambiental durante a construção do residencial, Marisa Dietrich e Simone Hermann Azevedo Souza Brummer, disseram que Marcos garantia privilégios a clientes da Quasa.

Simone disse que a consultoria onde trabalha foi alvo de chantagem e que Rodrigo teve acesso a processos da empresa dela. Marisa declarou ter sido orientada pelo presidente exonerado da Fundema a procurar Rodrigo para tentar reduzir o peso de multas.

Outro empresário da construção civil, Nivan Correia do Nascimento, declarou em juízo que Marcos o orientou a procurar a empresa Quasa, fundada por ele antes de ser nomeado para a Fundema e hoje tocada por seus filhos, para que resolvesse entraves ambientais na construção de um empreendimento.

A bióloga Priscila de Lima Watanabe, especializada em consultoria ambiental, afirmou que o engenheiro criticava abertamente o trabalho de consultorias concorrentes da Quasa.

Como as 17 testemunhas ouvidas foram chamadas pelo Ministério Público de SC, os advogados Aldano José Vieira Neto e Paolo Alessandro Farris, que defendem os Schoenes, fizeram apenas perguntas buscando contradições nas declarações. Algumas testemunhas chegaram a reconhecer que apenas tinham ouvido falar sobre determinadas irregularidades.

Ex-funcionário da Fundema, José Henrique Schossland, por exemplo, declarou saber apenas por comentários de que Rodrigo teria trânsito livre na Fundema. A bióloga Priscila de Lima Watanabe também declarou que não poderia afirmar que o advogado oferecia vantagens nos serviços da Quasa.

Fonte: A NOTÍCIA

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