OPERAÇÃO SIMBIOSE: DONOS DE POSTOS FALAM

Notícias por RSS Compartilhar no Facebook Postado por Brümmer Advocacia, em 29/02/2012, às 10:02, na categoria Direito Penal,Diversos

Os depoimentos tomados ontem das 17 testemunhas convocadas pela acusação na Operação Simbiose trouxeram à tona novas declarações de que o advogado Rodrigo Schoene – representante da empresa Quasa Ambiental – teria trânsito livre na Fundação Municipal do Meio Ambiente de Joinville (Fundema) no período em que o pai dele, Marcos Rodolfo Schoene, esteve na presidência do órgão, de 2009 a 2011.

As declarações mais contundentes contra pai e filho partiram do empresário do ramo de postos de combustíveis Richard Brian Dias, que teve um posto fechado pela Polícia Civil em uma operação com a Fundema, em agosto de 2009. O sócio dele, Fernando César Garcia, que também testemunhou, chegou a ser preso.

Richard afirmou ter consultado Marcos logo após a autuação, quando o então presidente do órgão municipal o teria aconselhado a buscar os serviços da empresa Quasa naquela que seria a “via rápida” para solucionar o impasse.

O engenheiro ambiental Rodrigo Luis da Rosa, sócio da consultoria Asteka, ainda afirmou que Rodrigo chegou a procurá-lo na tentativa de estabelecer uma tabela de preços a serem cobrados dos donos de postos de combustíveis autuados naquela época.

Outras testemunhas que trabalharam na Fundema durante a presidência de Marcos Schoene mencionaram diferenças no tratamento dele com alguns funcionários, mas nenhum depoimento garantiu que o engenheiro cobrava a execução de atividades ilegais nem prometia recompensas a quem cumprisse as ordens dele.

Mas nenhum funcionário ou ex-funcionário da Fundema ouvido em juízo afirmou que apenas Rodrigo teria acesso a conteúdos que outros advogados ou consultores ambientais supostamente não poderiam consultar no órgão.

Apesar de ter sido convocado pela acusação, o empresário Jorge Luiz Correia de Sá, da Jorsá Engenharia, disse em juízo que, mesmo tendo contratado a Quasa esperando agilidade na obtenção de licenças, esperou até quatro meses para uma liberação que esperava em 30 dias. Sá ainda afirmou que Rodrigo nunca lhe ofereceu vantagens nos trâmites da Fundema por ser filho do então chefe do órgão.

Fonte: A NOTÍCIA

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