NOVO CÓDIGO FLORESTAL: TEXTO-BASE PROVOCA DÚVIDAS

Notícias por RSS Compartilhar no Facebook Postado por Brümmer Advocacia, em 08/12/2011, às 10:12, na categoria Direito Ambiental,Legislação,Meio Ambiente

Euzídio Marcon mora há 42 anos na comunidade de Linha Encruzilhada, em Lacerdópolis, no Meio-oeste de SC. Ele concorda em abrir mão de parte das plantações, desde que seja para o bem do meio ambiente. Mas confessa que não entende direito o texto-base do código aprovado pelo Senado.

Sabe apenas que a rotina no campo pode mudar quando o documento entrar em vigor. Para ele, a principal preocupação está ligada à água, já que a propriedade faz divisa com o rio Caciano e com outras nascentes.

Os 22 hectares de lavouras de milho que planta estão concentrados, em sua maioria, às margens do rio. A faixa de mata respeitada no leito chega perto dos sete metros, quando o novo código prevê 15 metros de área de preservação. Na propriedade de 27 hectares, onde mora com a família, não há nenhuma área específica de reserva verde.

Marcon reclama que faltam explicações para os agricultores, que costumam acompanhar as mudanças na legislação apenas pelos meios de comunicação, sem entender como aplicar a linguagem quase científica no campo. Ele conta que em mais de 30 anos de agricultura não sabia, por exemplo, que a preservação dos banhados é importante para manter água no solo, que alimenta as nascentes.

Marcon espera que as pessoas sejam orientadas e tenham interesse em abandonar parte das lavouras para o bem da natureza.

Fonte: A Notícia (clicrbs.com.br)

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