MAIS DE CEM TESTEMUNHAS ENVOLVIDAS NA OPERAÇÃO SIMBIOSE VÃO DEPOR EM JOINVILLE

Notícias por RSS Compartilhar no Facebook Postado por Brümmer Advocacia, em 27/02/2012, às 11:02, na categoria Direito Ambiental,Direito Penal,Diversos

Versões das testemunhas de acusação e de defesa envolvidas na Operação Simbiose, que trouxe à tona em setembro passado indícios de um esquema de favorecimento na emissão de licenças ambientais da Fundação do Meio Ambiente de Joinville (Fundema), serão confrontadas em uma sucessão de depoimentos que começam nesta segunda, às 14 horas, na sala de audiências da 2ª Vara Criminal de Joinville.

Mais de cem testemunhas listadas pelo Ministério Público e pelos advogados de Marcos Rodolfo Schoene e do filho dele, Rodrigo Schoene, em um dos dois processos resultantes da operação em que são réus, responderão a perguntas que podem esclarecer se havia privilégios para a empresa de consultoria Quasa Ambiental no período em que Marcos esteve na presidência do órgão, entre 2009 e 2011.

Registrada em nome de duas filhas do engenheiro, a Quasa também tinha como representante o advogado Rodrigo Schoene. Segundo a denúncia do Ministério Público, o advogado Rodrigo oferecia privilégios a empresários que procurassem os serviços da Quasa, ameaçando quem não aceitasse contratar a consultoria com o anúncio de que teria trânsito livre na Fundema.

Marcos Schoene, conforme a denúncia, seria o mentor do esquema, determinando funções entre servidores da Fundema e funcionários da empresa para priorizar as licenças da Quasa.

Pai e filho chegaram a ser presos em 27 de setembro do ano passado, quando ficaram 18 dias detidos, até que o Ministério Público entregou a denúncia contra eles e outros nove suspeitos de participação no suposto esquema: duas filhas de Marcos Schoene, Barbara e Monica; três funcionários já exonerados da Fundema; dois empresários da construção civil, além do presidente da Fundação Cultural de Joinville (FCJ), Silvestre Ferreira, e da ex-gerente de patrimônio da FCJ, Elizabete Tamanini.

Para agilizar o andamento judicial, o juiz da 2ª Vara Criminal de Joinville, João Marcos Buch, decidiu criar um processo em separado para os outros nove réus. Assim, as audiências que começam nesta segunda tratam apenas dos crimes apontados contra Marcos e Rodrigo Schoene – apesar disso, o que for apurado nesse processo também pode ser aproveitado naquele segundo processo.

Também réus, os ex-funcionários comissionados da Fundema Lorena de Souza, Marcelo de Campos Franzoni e Paulo Roberto da Silva foram convocados entre as testemunhas de defesa.

Conforme João Marcos Buch, pelo menos 20 pessoas devem ser ouvidas diariamente, entre esta segunda e sexta-feira, além de segunda e terça da próxima semana.

— Serão depoimentos rápidos, todos gravados por meio audiovisual —, explica o juiz.

A ideia é que testemunhas da acusação sejam ouvidas nesta segunda, terça e na quarta-feira; e que as da defesa compareçam ao fórum nos dias 1º, 2, 5 e 6 de março.

Os interrogatórios dos Schoenes estão marcados para o próximo dia 7 de março, mas os dois terão de comparecer a todas as audiências anteriores. A possibilidade de que novas determinações judiciais ocorram no decorrer das audiências, como prisões ou mandados de busca, é considerada improvável pelo juiz.

— As audiências são uma garantia de que as versões de defesa e acusação sejam amparadas pelos depoimentos registrados —, resume.

Ao fim das audiências, é possível que outras datas sejam agendadas para os depoimentos de testemunhas que não tenham comparecido às audiências marcadas ou de novas testemunhas que tenham sido mencionadas nas primeiras audiências.

Passada a fase de depoimentos, defesa e acusação apresentarão alegações finais.

— É quando o juiz tem condições para fazer o julgamento —, destaca Buch.

Fonte: A NOTÍCIA

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