GRUPO DE ITAPOÁ ESTUDA O BAMBU COMO FORMA DE GERAÇÃO DE RENDA PARA O MUNICÍPIO

Notícias por RSS Compartilhar no Facebook Postado por Assessoria, em 18/07/2013, às 17:07, na categoria Direito Administrativo,Direito Ambiental,Direito Urbanístico,Diversos,Legislação,Meio Ambiente

O cultivo e o aproveitamento do bambu são práticas milenares na Ásia e na Índia. No Brasil estamos acordando agora para as vantagens desta gramínea que oferece uma extensa variedade de usos. Com ciclo rápido para corte e baixo custo de manutenção, o único gargalo está na produção de mudas. Mas isso está mudando, em função das técnicas de micropropagaçãoin vitro desenvolvidas nas Universidade de Campinas e Federal de Santa Catarina. As informações são de Hans-Jürgen Kleine, que esteve em Itapoá dia 06/07/13 ministrando palestra para um grupo de ambientalistas e empreendedores que estão estudando a viabilidade de transformar Itapoá num pólo de produção e industrialização do bambu.

Hans Kleine é Presidente da Associação Catarinense do Bambu – BambuSC (www.bambusc.com.br) e foi convidado pela IGG, empresa responsável pelo projeto da Riviera Santa Maria (www.rivierasantamaria.com.br) e que é cliente da BRÜMMER ADVOCACIA, a ministrar palestra para os primeiros interessados no estudo do bambu em Itapoá. A ideia de conhecer melhor as suas potencialidades, assim como as técnicas de cultivo e manejo, surgiu em função da proposta do arquiteto Jaime Lerner de que a parte frontal da Riviera Santa Maria fosse tomada pela Praia de Bambu. Na justificativa de Lerner, o ajardinamento com bambu oferece sombra, beleza estética e raízes que reciclam impurezas no lençol freático. E as construções nesta área também deverão ser executadas em bambu, aliando facilidade de aplicação, resistência do material e apelo ecológico (recurso renovável).

A tendência de valorização do bambu pode ser observada em diversas frentes. Inicialmente abraçada por pesquisadores independentes, a causa ganhou a adesão de diversas ONGs ambientalistas e começa a atrair empresários dos ramos da alimentação (broto de bambu), mobiliário e construção. Esse movimento cresceu a ponto de sensibilizar o governo federal, que acabou firmando Acordo Bilateral com a China, enviando para lá uma missão com o objetivo de explorar as tecnologias associadas à cadeia produtiva do bambu. Sobre este assunto, matéria pode ser lida aqui.

Touceira de bambu na área rural de Itapoá-SC
Touceira de bambu na área rural de Itapoá-SC

Estão previstos novos cursos para embasar avaliações de viabilidade técnica e econômica do plantio e comercialização das espécies mais adaptadas à região de Itapoá. A ADEA participa desse projeto, no intuito de colaborar com a comunidade e com o Poder Público na descoberta e implementação de formas sustentáveis de aproveitamento dos recursos naturais.

Fonte: http://www.adeanewsletter.com/grupo-de-itapoa-estuda-o-bambu-como-alternativa-de-geracao-de-renda-para-o-municipio/#more-2257

Acesso em 18/07/2013.

1 Comentário

  1. cristian disse:

    Tenho uma dúvida, o corte de bambu em terreno particular é considerado crime ambiental? outra hipótese, cortar uma toucera de bambu que esteja no entorno de unidade de conservação? desde ja agradeço.

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